segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Sgt. Pepper's Band
Em 1990, a Sgt. Pepper's Band é criada e inicia a pesquisa e interpretação da obra dos Beatles.
Em 1994, a Sgt. Pepper's Band se torna a primeira banda latino-americana a se apresentar no tradicional Mersey Beatle Festival, evento anual que reúne bandas cover dos Beatles de todo o mundo e realizado em Liverpool, na Inglaterra. Já no seu primeiro ano, foi considerada pela imprensa britânica como uma das três melhores do mundo.
Em 1996, a banda lançou na Europa seu primeiro álbum, Come And Get It, trabalho realizado com canções inéditas de Lennon e McCartney. O álbum obteve uma boa repercussão entre a crítica inglesa e o próprio Paul McCartney enviou uma mensagem à banda elogiando a ótima qualidade do trabalho.
Em 1998, a banda lança seu segundo álbum Afonso Pena com Abbey Road que completa a releitura da obra dos Beatles não lançada oficialmente.
No famoso Abbey Road Studios, onde os Beatles gravaram a quase totalidade de sua obra e que deu nome ao último disco da banda inglesa, os mineiros gravaram duas faixas para o selo Cavern Records e que estão presentes na coletânea Why Don't We Do It in Abbey Road, lançada em 1998, com a presença de outras bandas do mundo inteiro. Faziam parte da banda neste período (1994 a 1998) os músicos Beto Arreguy e Aggeu Marques.
A banda esteve presente no International Pop Overthrow Festival realizado em Los Angeles, evento que busca promover e preservar a música pop. A Sgt. Pepper's foi a banda escolhida para representar os Beatles no festival.
A banda já se apresentou em vários programas da televisão brasileira como Jô Soares Onze e Meia, Fantástico, Vídeo Show e Domingão do Faustão.
Em 15 anos de estrada (seis deles representando o Brasil no International Beatleweek Festival em Liverpool, Inglaterra), a Sgt. Pepper's Band já ultrapassou a marca de 1000 shows realizados.
Álbuns
Come And Get It (1996)
Afonso Pena com Abbey Road (1998)
Why Don't We Do It in Abbey Road (1998) - coletânea com vários outros artistas.
Postado por: Joana Luiza e Sarah Villian
Carlos Alberto Libânio Christo
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em São Paulo.
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República, entre 2003 e 2010. Frei Betto, foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir 4 anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para 2 anos. Sua experiência na prisão está relatada no livro "Cartas da Prisão" (Agir), "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco) e Batismo de Sangue (Rocco), traduzido na França e na Itália. O livro descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. O livro foi transposto para o cinema em filme homônimo, lançado em 2006 e dirigido por Helvecio Ratton.
Recebeu vários prêmios por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares. Assessorou vários governos socialistas, em especial Cuba, nas relações Igreja Católica-Estado.
Publicou obras que abrangem diferentes gêneros:
Ficção: Hotel Brasil e Entre todos os homens
Literatura infanto-juvenil: Uala, o amor
Ficção juvenil: Alucinado som de tuba e O vencedor
Ensaio: A obra do artista - Uma visão holística do universo e Sinfonia universal- a cosmovisão de Teilhard de Chardin, Treze contos diabólicos e um Angélico
Memórias: Batismo de sangue e Alfabetto: autobiografia escolar.
Anna Luiza e Marcos
Viver de Amor
Composição: Toninho Horta e Ronaldo Bastos
Quem quis me ferir
Ficou assim
Não aprendeu perdoar
Morrer de amor até o fim
Não brinque de esconder
Não fica bem
Você mentir depois de jurar
Desperdiçar
O tempo de tentar morder
E provar de amor e não largar
Pra tentar conhecer
Quem olha pra mim
Me vê feliz
Não sabe o que é duvidar
Viver de amor até o fim
Não quero mais chorar
Sem perceber
Jogar a vida inteira no ar
Saber de cor
Viver do jeito que se quer
E morrer de amor e não ligar
Pra tentar esquecer
Postado por Raylan e Júlio
O bom mineiro

Minas Gerais não é apenas um Estado do Brasil.
Minas é um estado de coisas
! Minas é um estado de espírito!
Um jeito único, diferente do resto!
Um jeito calado, prudente, cismado, desconfiado, mas que no fundo esconde a gente mais amiga, sincera e hospitaleira deste Brasil.
Gente que faz bem feito; que não dá ponto sem nó; que trabalha em silêncio; que não perde o trem e dorme no chão pra não cair da cama.
Povo que se orgulha de sua História; que tem liberdade como lema (libertas quae sera tamen) e que ama sua terra - As mil e uma Minas - conforme lembrou Guimarães Rosa.
Bruna Morais e Clara Pires
Ruy Castro
Parte de sua produção jornalística foi reunida em livros como "Um Filme é para Sempre" (sobre cinema), "Tempestade de Ritmos" (sobre música popular) e "O Leitor Apaixonado" (sobre literatura). Escreveu também um ensaio sobre o Rio, "Carnaval no Fogo -- Crônica de uma Cidade Excitante Demais". Seus livros têm edições nos Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, Polônia, Rússia e Turquia. Em ficção, é autor do romance "Era no Tempo do Rei", das novelas "Bilac Vê Estrelas" e "O Pai Que Era Mãe", e de condensações de clássicos como "Frankenstein", de Mary Shelley, e "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll.
A seu respeito foi publicado o livro "Álbum de Retratos -- Ruy Castro", uma minifotobiografia, pela editora Folha Seca. Vencedor do Prêmio Esso de Literatura, do Prêmio Nestlé de Literatura e de três Jabutis.
Nasceu na mesma cidade do cantor Agnaldo Timóteo, do cartunista Ziraldo e da jornalista Miriam Leitão.
Anna Luiza e Marcos
Soneto da saudade
Quando sentires a saudade retroar
Vinícius Caetano e Felipe Porto
Samuel Rosa

Samuel Rosa de Alvarenga (Belo Horizonte, 15 de julho de 1966) é um cantor brasileiro,mineiro,cruzeirense e apaixonado por minas gerias , vocalista e guitarrista do grupo Skank.
Samuel é formado em Psicologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). No Skank, é compositor das melodias da maioria das canções do grupo e uma de suas maiores parcerias é com Chico Amaral, músico, ex-saxofonista da banda e principal letrista nas composições. Samuel rosa é influenciado por: Bob dylan, The Beatles, The Who, Oasis e pelo Clube da esquina, além das bandas de Rock Brasileiro dos Anos 80, como o Ira!, Titãs, e Os Paralamas do Sucesso.
Alunas ; Júlia Paiva e Aila Mayr
Não espere ...
Não espere ser amado para amar;
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado;
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida;
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar;
Não espere a queda para lembrar-se do conselho;
Não espere...
Não espere a enfermidade para perceber o quanto é frágil a vida;
Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar;
Não espere a mágoa para pedir perdão;
Não espere a separação para buscar reconciliação;
Não espere a dor para acreditar em oração;
Não espere elogios para acreditar em si mesmo;
Não espere...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado;
Não espere o eu te amo,para dizer eu também;
Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida;
E então,o que você está esperando?"
José Joaquim Corrêa de Almeida
BIBLIOGRAFIA — Satyras, epigrammas, etc., Rio, 1854: Sonetos e sonetinhos. Rio, 1884 ; ídem, 2.° vol., Rio, 1887; Semsaborias métricas, 2 vols., Decrepitude metromaniaca, Rio, 1894; Produções da caducidade, Rio, 1896.
DEGENERAÇÂO
Dos homens de civismo a pura raça
No torrão brasileiro degenera ;
A uberdade tornou-se tão escassa,
Que o terreno parece que não gera.
Por mais irrigação que se lhe faça,
Os fructos já não ha, como os houvera ;
A lavoura de outr'ora hoje é fumaça,
Cultivada fazenda hoje é tapera.
A industria nacional é quasi nulla,
E é só de cavalheiro a que regula,
Consistindo nas trocas e baldrocas.
A terra, emfim, não é como era d'antes :
Depois de produzir muitos gigantes,
Produz agora lesmas e minhocas.
Postado por: Joana Luiza e Sarah Villian
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Não Deixe o amor passar - Carlos Drummond De Andrade
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Jéssica Nunes e Priscilla Macedo
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Mário Quintana

Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)
Ana Carolina P. de Faria e Thays P. Alves
Vô contá como é triste, vê a veíce chegá,
Vê os cabêlo caíno, vê as vista encurtá.
Vê as perna trumbicano, com priguiça de andá.
Vê "aquilo" esmoreceno, sem força prá levantá.
As carne vão sumino, vai parecêno as vêia.
As vista diminuíno e cresceno a sombrancêia.
As coisa vão encurtano, vão aumentano as orêia.
Os ôvo dipindurano e diminuíno a pêia.
A veíce é uma doença que dá em todo cristão:
dói os braço, dói as perna, dói os dedo, dói a mão.
Dói o figo e a barriga, dói o rim, dói o purmão.
Dói o fim do espinhaço, dói a corda do cunhão.
Quando a gente fica véio, tudo no mundo acontece:
vai passano pelas rua e as menina se oferece.
A gente óia tudo, benza Deus e agradece,
correno ligeiro prá casa, procurano o INSS.
No tempo que eu era moço, o sol prá mim briava
Eu tinha mir namorada, tudo de bão me sobrava.
As menina mais bonita, da cidade eu bolinava.
Eu fazia todo dia, inté o bichim desbotava.
Mais tudo isso passô, fais tempo ficô prá tráis
as coisa que eu fazia, hoje num sô capaiz.
O tempo me robô tudo, de uma maneira sagaiz.
Prá falá memo a verdade, nem trepá eu trepo mais.
Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça.
Pega a muié, vai pra cama, aparpa, beja e abraça,
porém só faiz duas coisa: solta peido e acha graça.
Arthur e Matheus
Paulo Corrêa de Araujo, também conhecido por Moska ou Paulinho Moska, (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1967) é um cantor, compositor e ator brasileiro.
Começou a tocar violão aos 13 anos com amigos. Formado em teatro e cinema pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro. Integrou o o grupo vocalGarganta Profunda, que, em seu repertório, cantava de Beatles e Tom Jobim à óperas medievais. Em 1987 formou o grupo Inimigos do Rei, com amigos do Garganta, Luiz Nicolau e Luis Guilherme.
Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...
Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...
Oh! Oh!...Oh! Oh!
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...(2x)
A mesma idade
Que a idade do céu...
Isadora Zaghloul e Brunna Soalheiro
Amanhecer
Floresce, na orilha da campina,
esguio ipê
de copa metálica e esterlina.
Das mil corolas,
saem vespas,abelhas e besouros,
polvilhados de ouro,
a enxamear no leste,onde vão pousando
nas piritas que piscam nas ladeiras,
e no riso das acácias amarelas.
Dos charcos frios
sobem a caçá-los redes longas,
lentas e rasgadas de neblina.
Nuvens deslizam,despetaladas,
e altas, altas,
garças brancas planam.
Dançam fadas alvas,
cantam almas aladas,
na taça ampla,
na prata lavada,
na jarra clara da manhã...
João Guimarães Rosa em seu livro Magma
Vinícius Caetano e Felipe Porto
Curiosidades sobre Minas Gerais
*A estrada que ligava Paraty às Minas Gerais foi aberta pelos índios guaianás. Com o ciclo do ouro ela foi ampliada pelos colonos e passou a se chamar Caminho do Ouro. Ainda hoje restam partes do caminho que pode ser percorrido com um guia.
*Devido aos altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, era comum talhar imagens ocas de santos e enchê-las de ouro. Assim driblavam a fiscalização e evitava-se os saqueadores que se escondiam nas estradas.
Mais informações no site : http://www.eco-paraty.com/br/historia/curiosidades.htm
Bruna Morais e Clara Pires
Belo Horizonte
Ouve a voz da montanha
Como vai?
Sei de cor meu lugar
Belo horizonte
Quando cai a tarde em meu coração
Liberdade a praça das paixões
Se distante a saudade quer chegar
Quem feriu a linda serra do curral
Luz da lua apareceu
Como se fosse sonho meu
Como se fosse bom
Manacá como vai?
Dama da noite como vai?
Se de cor meu lugar
Salve a floresta
Vam andar no prado , Cidade Jardim
Hoje é festa
Na dor das capitais
Nas cinzas dos quintais
Se entreguei meu coração num dia assim
Li seu nome na palmeira imperial
Encantado descobri
Flor de Minas
bem ou mal
Flávio Venturini
Postado por:Júlio César e Raylan Diego
Tianastacia
Revelação da Banda:
Para participar da primeira edição do Festvalda (1995), etapa de Belo Horizonte, a banda Tianastácia foi fundada por 3 amigos. Concorrendo com outras 224 músicas, na categoria inédita, dentre vários estilos, o Tianastácia venceu o Festvalda com o rock and roll "Cabrobró", de onde saiu consagrada pela apresentadora Astrid Fontenelle (MTV) como "a melhor banda que já passou pelos palcos do festival".
Desde que pegou a estrada,a banda dividiu o palco e teve a honra de tocar com algumas das principais personagens da musica brasileira.Sempre inovando, o som da banda se renova a cada disco, confirmando a vocação do grupo mineiro para o rock feito com criatividade e movido pelas energias enviadas pelos fãs.
Isabella Mendes & Guilherme Horta
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Confie Sempre
Chico Xavier
Ana Carolina P. e Thays P. Alves
Chico Xavier, o mestre que ensinava o amor ao próximo

Francisco de Paula Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier nasceu em 2 de abril de 1910 em Pedro Leopoldo, e faleceu em 30 de junho de 2002 em Uberaba, Minas Gerais. Chico foi um médium e grande divulgador do Espiritismo no Brasil, além de contribuir com diversas obras psicografadas por ele, foram 420 livros com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, italiano, russo, romeno, mandarim, sueco e braile.Os Direitos Autorais de seus livros foram todos doados às Casas Espíritas e entidades carentes.
Ele não foi importante somente para os Espíritas, mas também para todos que admiraram o seu trabalho, não só como médium mas também como ser humano, Chico foi símbolo do amor ao próximo e da caridade.
Foi um homem simples e ao mesmo tempo tão admirável.
Ana Carolina P. de Faria e Thays P. Alves
Henriqueta Lisboa
Dedicou-se à poesia desde muito jovem. Com Enternecimento, publicado em 1929, de forte caráter simbolista, recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Aderiu ao Modernisno por volta de 1945, fortemente influenciada pela amizade com Mário de Andrade, com quem trocou rica correspondência entre os anos de 1940 e 1945. Sua produção inclui, além da poesia, inúmeras traduções, ensaios e antologias. Foi a primeira mulher eleita para a Academia Mineira de Letras em 1963.
Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra. Foi professora de Literatura Hispano-Americana e Literatura Brasileira na Pontifícia Universidade Católica (Puc Minas) e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Poeta sensível, dedicou sua vida à poesia. Considerada um dos grandes nomes da lírica modernista pela crítica especializada, Henriqueta manteve-se sempre atuante no diálogo com os escritores e intelectuais de sua geração e angariou muitos leitores ilustres durante sua vida, dentre eles Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Gabriela Mistral.
Sobre sua poesia, Drummond nos deixou o seguinte testemunho: “Não haverá, em nosso acervo poético, instantes mais altos do que os atingidos por este tímido e esquivo poeta.”
Henriqueta faleceu em Belo Horizonte, no dia 9 de outubro de 1985. Seu Centenário foi comemorado ao longo do ano de 2002 e, além de inúmeros eventos culturais em sua homenagem, várias reedições de sua obra foram feitas com o objetivo de revelar a força de sua poesia para os jovens de hoje.
Vem, doce morte
Vem, doce morte. Quando queiras.
Ao crepúsculo, no instante em que as nuvens
desfilam pálidos casulos
e o suspiro das árvores - secreto -
não é senão prenúncio
de um delicado acontecimento.
Quanto queiras. Ao meio-dia, súbito
espetáculo deslumbrante e inédito
de rubros panoramas abertos
ao sol, ao mar, aos montes, às planícies
com celeiros refertos e intocados.
Quando queiras. Presentes as estrelas
ou já esquivas, na madrugada
com pássaros despertos, à hora
em que os campos recolhem as sementes
e os cristais endurecem de frio.
Tenho o corpo tão leve (quando queiras)
que a teu primeiro sopro cederei distraída
como um pensamento cortado
pela visão da lua
em que acaso - mais alto - refloresça.
Alunos: Anna Luiza e Marcos Souto