segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ruy Castro

Ruy Castro (Caratinga - MG, 27 de fevereiro de 1948) é jornalista, com passagem por importantes veículos da imprensa do Rio e de São Paulo a partir de 1967, e escritor, a partir de 1988. É reconhecido pela produção de biografias como "O Anjo Pornográfico" (a vida de Nelson Rodrigues), "Estrela Solitária" (sobre Garrincha) e "Carmen" (sobre Carmen Miranda), e de livros de reconstituição histórica, como "Chega de Saudade" (sobre a bossa nova) e "Ela é Carioca" (sobre o bairro de Ipanema, no Rio).


Parte de sua produção jornalística foi reunida em livros como "Um Filme é para Sempre" (sobre cinema), "Tempestade de Ritmos" (sobre música popular) e "O Leitor Apaixonado" (sobre literatura). Escreveu também um ensaio sobre o Rio, "Carnaval no Fogo -- Crônica de uma Cidade Excitante Demais". Seus livros têm edições nos Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, Polônia, Rússia e Turquia. Em ficção, é autor do romance "Era no Tempo do Rei", das novelas "Bilac Vê Estrelas" e "O Pai Que Era Mãe", e de condensações de clássicos como "Frankenstein", de Mary Shelley, e "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll.


A seu respeito foi publicado o livro "Álbum de Retratos -- Ruy Castro", uma minifotobiografia, pela editora Folha Seca. Vencedor do Prêmio Esso de Literatura, do Prêmio Nestlé de Literatura e de três Jabutis.


Nasceu na mesma cidade do cantor Agnaldo Timóteo, do cartunista Ziraldo e da jornalista Miriam Leitão.


Anna Luiza e Marcos

Soneto da saudade

Quando sentires a saudade retroar

Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!

Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas...
E a te expressar que este amor em nós ungindo
Suportará toda distância sem problemas...

Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.

Lembrar-te-ás toda ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos...
Nem a distância apaga a chama da paixão.

Guimarães Rosa


Vinícius Caetano e Felipe Porto

Samuel Rosa



Samuel Rosa de Alvarenga (Belo Horizonte, 15 de julho de 1966) é um cantor brasileiro,mineiro,cruzeirense e apaixonado por minas gerias , vocalista e guitarrista do grupo Skank.

Samuel é formado em Psicologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). No Skank, é compositor das melodias da maioria das canções do grupo e uma de suas maiores parcerias é com Chico Amaral, músico, ex-saxofonista da banda e principal letrista nas composições. Samuel rosa é influenciado por: Bob dylan, The Beatles, The Who, Oasis e pelo Clube da esquina, além das bandas de Rock Brasileiro dos Anos 80, como o Ira!, Titãs, e Os Paralamas do Sucesso.

Alunas ; Júlia Paiva e Aila Mayr

Não espere ...

"Não espere um sorriso para ser gentil;
Não espere ser amado para amar;
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado;
Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida;
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar;
Não espere a queda para lembrar-se do conselho;
Não espere...
Não espere a enfermidade para perceber o quanto é frágil a vida;
Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar;
Não espere a mágoa para pedir perdão;
Não espere a separação para buscar reconciliação;
Não espere a dor para acreditar em oração;
Não espere elogios para acreditar em si mesmo;
Não espere...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado;
Não espere o eu te amo,para dizer eu também;
Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida;
E então,o que você está esperando?"


Autor desconhecido.





Postado por: Isadora Zaghloul e Brunna Soalheiro

José Joaquim Corrêa de Almeida

Nascido na então villa de Barbacena, Minas, a 4 de setembro de 1820 e ali fallecido a 6 de abril de 1905. Presbyíero secular, ordenado na cidade do Rio de Janeiro. Poeta, satyrico.



BIBLIOGRAFIA — Satyras, epigrammas, etc., Rio, 1854: Sonetos e sonetinhos. Rio, 1884 ; ídem, 2.° vol., Rio, 1887; Semsaborias métricas, 2 vols., Decrepitude metromaniaca, Rio, 1894; Produções da caducidade, Rio, 1896.



DEGENERAÇÂO



Dos homens de civismo a pura raça

No torrão brasileiro degenera ;

A uberdade tornou-se tão escassa,

Que o terreno parece que não gera.



Por mais irrigação que se lhe faça,

Os fructos já não ha, como os houvera ;

A lavoura de outr'ora hoje é fumaça,

Cultivada fazenda hoje é tapera.



A industria nacional é quasi nulla,

E é só de cavalheiro a que regula,

Consistindo nas trocas e baldrocas.



A terra, emfim, não é como era d'antes :

Depois de produzir muitos gigantes,

Produz agora lesmas e minhocas.



Postado por: Joana Luiza e Sarah Villian

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não Deixe o amor passar - Carlos Drummond De Andrade

Não deixe o amor passar - Carlos Drummond De Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.




Jéssica Nunes e Priscilla Macedo

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mário Quintana


Mário de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, e veio a falecer em 05 de maio de 1994. Foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.


Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)

Ana Carolina P. de Faria e Thays P. Alves