segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mário Quintana


Mário de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, e veio a falecer em 05 de maio de 1994. Foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.


Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)

Ana Carolina P. de Faria e Thays P. Alves

POESIA MINEIRA

Vô contá como é triste, vê a veíce chegá,
Vê os cabêlo caíno, vê as vista encurtá.
Vê as perna trumbicano, com priguiça de andá.
Vê "aquilo" esmoreceno, sem força prá levantá.

As carne vão sumino, vai parecêno as vêia.
As vista diminuíno e cresceno a sombrancêia.
As coisa vão encurtano, vão aumentano as orêia.
Os ôvo dipindurano e diminuíno a pêia.

A veíce é uma doença que dá em todo cristão:
dói os braço, dói as perna, dói os dedo, dói a mão.
Dói o figo e a barriga, dói o rim, dói o purmão.
Dói o fim do espinhaço, dói a corda do cunhão.

Quando a gente fica véio, tudo no mundo acontece:
vai passano pelas rua e as menina se oferece.
A gente óia tudo, benza Deus e agradece,
correno ligeiro prá casa, procurano o INSS.

No tempo que eu era moço, o sol prá mim briava
Eu tinha mir namorada, tudo de bão me sobrava.
As menina mais bonita, da cidade eu bolinava.
Eu fazia todo dia, inté o bichim desbotava.

Mais tudo isso passô, fais tempo ficô prá tráis
as coisa que eu fazia, hoje num sô capaiz.
O tempo me robô tudo, de uma maneira sagaiz.
Prá falá memo a verdade, nem trepá eu trepo mais.

Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça.
Pega a muié, vai pra cama, aparpa, beja e abraça,
porém só faiz duas coisa: solta peido e acha graça.

Arthur e Matheus

Paulo Corrêa de Araujo, também conhecido por Moska ou Paulinho Moska, (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1967) é um cantor, compositor e ator brasileiro.

Começou a tocar violão aos 13 anos com amigos. Formado em teatro e cinema pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro. Integrou o o grupo vocalGarganta Profunda, que, em seu repertório, cantava de Beatles e Tom Jobim à óperas medievais. Em 1987 formou o grupo Inimigos do Rei, com amigos do Garganta, Luiz Nicolau e Luis Guilherme.


A Idade do Céu - Paulinho Moska

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...

Oh! Oh!...Oh! Oh!

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...

Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh! Oh! Oh!...

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...(2x)

A mesma idade
Que a idade do céu...



Isadora Zaghloul e Brunna Soalheiro

Amanhecer


Floresce, na orilha da campina,
esguio ipê
de copa metálica e esterlina.

Das mil corolas,
saem vespas,abelhas e besouros,
polvilhados de ouro,
a enxamear no leste,onde vão pousando
nas piritas que piscam nas ladeiras,
e no riso das acácias amarelas.

Dos charcos frios
sobem a caçá-los redes longas,
lentas e rasgadas de neblina.
Nuvens deslizam,despetaladas,
e altas, altas,
garças brancas planam.

Dançam fadas alvas,
cantam almas aladas,
na taça ampla,
na prata lavada,
na jarra clara da manhã...

João Guimarães Rosa em seu livro Magma


Vinícius Caetano e Felipe Porto


Curiosidades sobre Minas Gerais

*Durante o período colonial o ouro de Minas Gerais era escoado somente por dois portos: Paraty e Rio de Janeiro. Nessa época Paraty se tornou uma das cidades mais ricas do país.
*A estrada que ligava Paraty às Minas Gerais foi aberta pelos índios guaianás. Com o ciclo do ouro ela foi ampliada pelos colonos e passou a se chamar Caminho do Ouro. Ainda hoje restam partes do caminho que pode ser percorrido com um guia.
*Devido aos altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, era comum talhar imagens ocas de santos e enchê-las de ouro. Assim driblavam a fiscalização e evitava-se os saqueadores que se escondiam nas estradas.

Mais informações no site : http://www.eco-paraty.com/br/historia/curiosidades.htm

Bruna Morais e Clara Pires

Belo Horizonte

Como vai BH?
Ouve a voz da montanha
Como vai?
Sei de cor meu lugar
Belo horizonte
Quando cai a tarde em meu coração
Liberdade a praça das paixões

Se distante a saudade quer chegar
Quem feriu a linda serra do curral
Luz da lua apareceu
Como se fosse sonho meu
Como se fosse bom

Manacá como vai?
Dama da noite como vai?
Se de cor meu lugar
Salve a floresta
Vam andar no prado , Cidade Jardim
Hoje é festa
Na dor das capitais
Nas cinzas dos quintais

Se entreguei meu coração num dia assim
Li seu nome na palmeira imperial
Encantado descobri
Flor de Minas
bem ou mal

Flávio Venturini

Postado por:Júlio César e Raylan Diego

Tianastacia

Tianastácia é uma banda brasileira de rock and roll originada na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais e composta por Maurinho Nastácia e Podé Nastácia nos vocais, Beto Nastácia no baixo, Antonio Júlio Nastácia nas guitarras, Glauco Nastácia na bateria e João de Deus (novo integrante da banda) no teclado e na guitarra.


Revelação da Banda:

Para participar da primeira edição do Festvalda (1995), etapa de Belo Horizonte, a banda Tianastácia foi fundada por 3 amigos. Concorrendo com outras 224 músicas, na categoria inédita, dentre vários estilos, o Tianastácia venceu o Festvalda com o rock and roll "Cabrobró", de onde saiu consagrada pela apresentadora Astrid Fontenelle (MTV) como "a melhor banda que já passou pelos palcos do festival".


Desde que pegou a estrada,a banda dividiu o palco e teve a honra de tocar com algumas das principais personagens da musica brasileira.Sempre inovando, o som da banda se renova a cada disco, confirmando a vocação do grupo mineiro para o rock feito com criatividade e movido pelas energias enviadas pelos fãs.

Isabella Mendes & Guilherme Horta